Faxinando gavetas e velhos bloquinhos de jornalista, encontrei preciosas pausas da rotina "factual". Não me lembro de que livro vieram. Ficam assim, como respiros que chegaram sem remetente:
§ ...que a idéia de isolamento só pode ser experimentada durante o trajeto de um lugar a outro, isto é, quando não se está em lugar nenhum.
§ toda conversa é a continuação de outra mais antiga.
§ Um cemitério de horas passadas.
Seguido das minhas notas insones: Para onde vão as horas passadas? Em que solo repousam? Dormem todas abraçadas ou espalham-se entre multidões de memórias? Têm um rosto ou tantos quanto cabem na infinidade de um segundo?
Papel com verso em branco - fim de um enquadrar de palavras, com possibilidade de nova história na sombra do que foi escrito.
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