Dançávamos de mãos dadas diante de crianças, todos os olhares atentos para o pulo que parecia um pato, dezenas de meninos nos imitavam por toda a rua, com as luzes dos postes projetando milhares de patos no chão. Andamos até a escada, quando você parou e me deu passagem. Continuei andando; valsava agora com as luzes e com o que sobrara de você. Eu girava e meninos brincavam embaixo da minha saia, cada um pendurado em um carrossel de tecido. Viramos uma sombrinha perdida a nos proteger de chuvas. Um guarda-chuva verde, esquecido, na rua de patos.
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