Ô, Brasília...quando eu estava ficando feliz com os dias nublados e friozinhos, você logo vem e me abre esse sol? Deixa o frio um pouco mais, deixa os casacos espreguiçarem fora da gaveta, deixa os pés dos amantes se enroscarem à noitinha, deixa o edredom servir de cabana nas brincadeiras das crianças.
Ô, Brasília! O sol já arde o ano inteiro, queima inclemente...deixa a chuva lavar o concreto, alimentar a terra! Deixa a poeira brincar na água, embotar outros chãos.
Brinca você, Brasília, de ter outro rosto: deixa o vento frio te corar a face!
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